Perguntas (sem resposta) de uma mulher brasileira, em 2026.
Perguntas (sem resposta) de uma mulher brasileira, em 2026.
Por Cristiane Jatene*
Perguntas de uma mulher que nasceu do sexo feminino e sempre se indentificou com o gênero feminino.
Uma mulher que com 12 anos de idade já era olhada como um objeto e que percebeu logo que tinha que se proteger.
Uma mulher que sempre se autocerceou sobre o que vestir e onde andar ou não andar sozinha, por medo de uma sociedade que objetifica a mulher.
Uma mulher que não equipara sexo biológico e gênero, que não se define como “mulher cis”, nem “pessoa que menstrua”; que se define como mulher e tem o direito de fazê-lo.
Uma mulher que tem ogeriza a qualquer tipo de censura ou ditadura, porque cresceu na ditadura.
Uma mulher que está se sentido silenciada por ser ter sua identidade, em muitas instâncias, determinada por quem não a conhece e quer lhe impor etiquetas definitórias e protocolos de conduta, como qualquer totalitário faz!
Uma mulher que acha que todos tem direitos a ter direitos.
Uma mulher que acha que o diferente é diferente, inclusive nas dores, e que grito que quer calar e ameaçar com processo é autoritarismo e censura.
Uma mulher que acredita que atacar uma pessoa e não debater suas idéias, mesmo para discordar e criticar, é censura e desonestidade, que igualar uma pessoa democrática, por ela ter criticas às suas ideias (e não ao seu direito pleno de existir), à um facista ou reacionário (que questiona o direito das pessoas de existir e de ter direitos) é má fé.
As criticas aos reacionários são superválidas e fundamentais para o avanço democrárico e civilizatório, mas estou com algumas perguntas sem resposta.
Seguem algumas das minhas dúvidas:
1) mulher trans chamar as mulheres que nasceram do sexo feminino de imbeCIS (com esse grifo), esgoto da sociedade e mandá-las latir, ao inves de debater ideias, como qualquer misogino faz, pode ?
2) interditar e censurar qualquer debate ameaçando de processo, aos gritos, esta “tudo bem”?
3) Estamos proibidos de pensar?
4) Estamos obrigados a repetir protocolos de conduta, que nos foram impostos, sob pena de sermos taxadas por quem quer se definir, mas quer definir os outros?
Alguém tem essas respostas?
#mulher #genero #democracia
*Cristiane Jatene é Psicóloga licenciada no Brasil e em Portugal e clinica online nos dois países, Especilista em Terapia de Casal e Família (PUC/SP), Historiadora (PUC/SP), Terapeuta Fenomenóloga-Existencial (ABD) e Mestre em “Sociedade, Saúde e Risco” pela Universidade de Lisboa.
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