Aniversário - Os 59 anos.
Aniversário - Os 59 anos
Por Cristiane Jatene*
Tudo que foi possível, foi feito.
Tudo que foi possível, fui.
Tudo que foi impossível, não foi feito.
Tudo que foi impossível, não fui.
Tudo que foi surpreendente, para o bem ou para o mal, foram os impossíveis acontecidos.
Quando soube o que era possível e impossível, já não havia volta.
Quando soube das surpresas, já não havia ações, de defesa ou fruição maior, a serem tomadas. A surpresa é que nos toma e não nós a ela.
Havia outros possíveis e impossíveis.
Havia a outra que me tornei.
Havia fins.
Fui me tornando o que escolhi e o que não escolhi.
Temporariamente.
Dentre o que foi apresentado.
Mistério não se explica.
Se vive.
Daqui a uma um ano, começará a terceira e última parte.
Será igual.
Tudo que for possível, farei.
Tudo que for possível, serei.
Tudo que for impossível, não farei.
Tudo que for impossível, não serei.
Tudo que for surpreendente, para o bem ou para o mal, serão os impossíveis acontecidos.
Quando eu souber o que foi possível e impossível não haverá volta.
Quando souber das surpresas, já não haverá ações, de defesa ou fruição maior, a serem tomadas. A surpresa é que nos toma e não nós a ela.
Talvez, não haja mais caminho.
Terei me tornado o que escolhi e o que não escolhi.
Dentre o que foi apresentado.
Mistério não se explica.
Se vive.
Haverá a última outra que me tornarei.
E no fim, haverá o fim.
Findarei, sem, contudo, ter terminado.
Haverá o encontro dos possíveis e impossíveis.
Haverá a despedida de todos os possíveis e impossíveis, de todas as surpresas e de todas de mim.
Haverá a partida de tudo e todas que fomos.
Mistério não se explica.
Se vive.
Ser finda.
*Cristiane Jatene é Psicóloga licenciada no Brasil e em Portugal e clinica online nos dois países, Especialista em Terapia de Casal e Família (PUC/SP), Historiadora (PUC/SP), Terapeuta Fenomenóloga-Existencial (ABD) e Mestre em “Sociedade, Saúde e Risco” pela Universidade de Lisboa.
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